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Yoon Suk Yeol foi destituído do cargo por unanimidade pelo Tribunal Constitucional; decisão marca fim do governo que atentou contra a democracia pela implementação de lei marcial
Quatro meses após um autogolpe que não teve sucesso, a Justiça da Coreia do Sul confirmou na manhã desta sexta-feira (4) o impeachment do presidente Yoon Suk Yeol, encerrando suas esperanças de retornar ao cargo. A decisão unânime do Tribunal Constitucional abre espaço para a convocação de novas eleições presidenciais em um prazo de até 60 dias, com o primeiro-ministro Han Duck-soo assumindo a liderança interina do governo. Desde 14 de dezembro, Yoon estava afastado após o Parlamento ter votado pela sua remoção. Os juízes alegaram que ele violou a Constituição, interferiu na autonomia do Judiciário e infringiu direitos fundamentais dos cidadãos sul-coreanos, especialmente ao declarar a lei marcial sem justificativa, o que resultou em “graves danos à estabilidade democrática”.
Com informações da AFP