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O Irã não busca obter uma arma nuclear, mas “não terá outra opção” senão fazê-lo se for atacado pelos Estados Unidos, advertiu nesta segunda-feira (31) um conselheiro do líder supremo da República Islâmica, após as ameaças do presidente americano, Donald Trump. “Em algum momento, se vocês [Estados Unidos] optarem por bombardear (…) obrigarão o Irã a tomar uma decisão diferente”, afirmou Ali Larijani em uma entrevista na televisão estatal. Estas declarações ocorreram horas depois de o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, prometer uma “resposta firme” em caso de ataque ao país. Em entrevista ao canal NBC no domingo, o republicano declarou que “haverá bombardeios” no Irã caso não haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. Os países ocidentais acusam há décadas esta nação do Oriente Médio de querer desenvolver armas nucleares, o que país nega. Teerã alega que seu programa tem apenas objetivos civis.

Em resposta, o Irã disse que havia convocado, nesta segunda-feira, o responsável pelas relações exteriores da embaixada suíça em Teerã, que representa os interesses americanos no país. “Um chefe de Estado que ameaça abertamente o Irã com ‘bombardeios’ é uma afronta ultrajante à própria essência da paz e da segurança internacionais”, reagiu o porta-voz diplomático iraniano Esmail Baqai na rede social X.  Irã e EUA não mantêm relações diplomáticas desde 1980. Desde que retornou à Casa Branca em janeiro, o presidente americano afirmou que está aberto ao diálogo com Teerã e enviou uma carta às autoridades iranianas.

Na quinta-feira, o país havia respondido à carta do presidente dos EUA, embora sem divulgar o conteúdo. O mandatário iraniano, Massoud Pezeshkian, disse em um vídeo transmitido pela imprensa estatal no domingo que seu país “não pretende se esquivar das negociações”. “O Irã sempre esteve aberto às negociações indiretas”, afirmou o presidente, acrescentando que Khamenei “enfatizou que negociações indiretas podem ser realizadas”.

Com informações da AFP