Foto: Reprodução/Inyternet
Experiência internacional da regulação das bets mostra que regras tendem a reduzir o ‘leilão’ das empresas de apostas por espaço publicitário no esporte. Na Europa, restrições buscam combater conflito de interesses e influência sobre jovens
Um levantamento do site Bolavip Brasil, de maio deste ano, mostrou que as bets já correspondiam a quatro em cada cinco patrocínios a times da primeira divisão do Brasileirão. Parte delas ocupa o posto máster, aquele de maior destaque no peito dos uniformes dos atletas.
Nesta fase pré-regulamentação, os investimentos delas se deram em valores bem maiores que os praticadas por marcas de outros setores — e com maior volatilidade. A experiência de outros países indica que isso deve mudar.
Um exemplo do que foi essa dinâmica até agora começou a se desenhar em 2022, quando a Pixbet fez uma proposta financeira mais vantajosa e tomou o lugar da Galera.bet como patrocinadora do futebol masculino do Corinthians.
Regulação das ‘bets’ no Brasil
O Brasil ainda está na fase “rouba-monte” dos investimentos das bets, destacam representantes e analistas do setor ouvidos pelo GLOBO, mas a regulamentação deve baixar a poeira da disputa. Em busca da superexposição proporcionada pelos times, essas empresas estavam até agora dispostas a empenhar montantes elevados para conquistar apostadores.
A regulação traz exigências como o pagamento de outorga pela licença para operar por cinco anos e deve afastar as empresas menos sólidas, reduzindo o número de bets competindo por espaço publicitário no futebol, dizem analistas.
Com informações de O Globo